Mas e aí?
Qual é o lado bom disso tudo?
Bem, na última semana, a despeito dos meus costumes de eremita, meu francês realmente melhorou a olhos vistos (que é uma expressão que tem que tar errada) parte graças as aulas, que me fazem revisar tudo que eu já vi porém agora com a pronúncia correta de quem realmente é fluente na língua, parte graças à recusa extrema dos franceses de compreender e não fazer cara feia para qualquer língua que não a deles (sério, gente, eu tive pesquisando, mais da metade do PIB de Paris vem direta ou indiretamente de turismo, eles deviam tratar melhor as pessoas e fazer um esforcinho, vai? PELO MENOS NOS HOTÉIS!!).
Ah, e eu consegui uns livros bem legais na livraria inglesa (I now posess The Bro Code! eat your heart out, Bryan!) e até tou conseguindo conhecer umas pessoas bem legais por aqui. estrangeiros, é claro ¬¬
Mas como eu já disse antes: o problema sou eu, mesmo. Eu tenho cabelo comprido (igual a maioria dos universitários franceses) uso brinco (igual a maioria dos universitários franceses) não me visto igual a todo mundo (igual a… vocês entenderam, né) tenho pele morena (igual ou menos que a metade da população nativa) e cavanhaque (porra, até as mulheres têm cavanhaque aqui, vai?)
Meh
heheheh fico imaginando tu ai e os fdps te maltratando hum hauhauuahhu abraço guri
Cristiano
janeiro 23, 2010 em 11:11 pm
Quando você me deixou na rodoviária, sob a perspectiva de 9 horas de viagem com destino a um lugar que eu não queria ir, tendo que enfrentar uma série de coisas que eu não queria enfrentar enfrentar eu pensei: “Minha vida acabou. Viver assim é errado e dolorido, minha vida acabou e vai recomeçar a partir do momento que eu conseguir sair de casa novamente e ir morar em outro lugar novamente.”.
Comecei as minhas atividades profundamente magoada com a injustiça que a vida tinha cometido comigo justo no momento em que eu estava sendo feliz como nunca. Magoada com as pessoas à minha volta, que me motivaram a perder tudo em função de coisas que eu nem sei se virão.
A rotina se estabeleceu e surpreendentemente, descobri que poderia tirar coisas boas de uma coisa que eu já tinha me proposto a perder. Eu tenho muitas coisas boas e novas pra dividir com você.
Você é o cara que levantou a minha cabeça quando eu não tinha mais nada em que acreditar. Faça o favor de pegar essa Paris que ninguém conheceu e extrair dela os sonhos que todos criamos. Tire as fotos que você gostaria de me dar, tire os suspiros que você gostaria de ouvir. Transforme sua estadia aí numa jornada pelas belas cores, pelos melhores teores de cafeína, pelos melhores lugares para sentar.
Se nada disso lhe atrair, vá diariamente ao Louvre, e depois comente avidamente comigo quais são as salas em que vamos entrar e por quê. Ou sente em horários diferentes a olhar pra torre, pro arco, pro rio. Em 16 dias (15, dentro de uma hora e meia), estarei aí, e quero saber que você enfrentou isso com a sua grandeza. Mesmo tendo tudo ido na direção contrária.
diabledoux
janeiro 24, 2010 em 12:25 am
OLHA POR MIM VC PODE PEGAR ESSE BRO CODE E ENFIAR BEM NO MEIO DA SUA mochila n____n pra emprestar pra mim depois n_______n
e olhea, tô shokles com essa francesada, que eram fedidos eu sabia, mas mal-educados eu não imaginava! se eu fosse tu, gritaria “INFIDELSSS I HAS A BOMB HERE” com sotaque iraquiano cada vez que me zoassem xD
bry
janeiro 25, 2010 em 11:29 am
Diminua nossa distância com as suas palavras antes que eu sufoque.
Espero que sua estadia esteja melhorando conforme a beleza da cidade se torna mais familiar.
Espero que conheça bem cada nuance desses sabores, porque tudo que eu vejo através das suas formas é menos perene.
Amo-te.
diabledoux
janeiro 28, 2010 em 2:32 am